Escala de Mohs

A complexidade dos minerais é incrível, o que leva os cientistas a gastarem anos em pesquisa nessa área. Cada espécie tem uma origem e uma identidade próprias, que são percebidas pelas propriedades externas dos seus minerais. Estas características são formadas por propriedades atômicas (químicas e estruturais).

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Existem algumas propriedades relativas à aparência, tais como sua forma cristalina e hábito. Interação com a luz pode incluir brilho, cor, cor de traço, e luminescência. Propriedades mecânicas incluem dureza, tenacidade, clivagem, fratura e partição. Massa, como peso específico e densidade relativa, são outras propriedades importantes. Por fim, outras características úteis exigidas podem incluir magnetismo, radioatividade, e reatividade ao ácido.

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Escala de Mohs na Geologia

Quando os geólogos investigam minerais no campo, é onde estas propriedades se tornam úteis. Eles empregam algumas ferramentas, tais como canivete, lupa, porcelana, vidro e outras para realizar seus testes.

Falarei aqui sobre mecânica, particularmente sobre a dureza de um mineral.

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A resistência de uma superfície lisa, conhecida como dureza, está relacionada à força das ligações entre os minerais. Para determiná-la, é necessário inspecionar o seu material quando em contato com outros itens de dureza já verificada. Isso irá resultar no surgimento de sulcos em alguns minerais capazes de adquirir formas plásticas.

Em 1924, Friedrich Mohs, um mineralogista austríaco, selecionou uma série de 10 minerais comuns para ajudar na facilitação da vida. Esta sequência de minerais, arranjada em ordem crescente de dureza, do mole ao duro, foi denominada Escala de Dureza de Mohs.

O que é a escala de Mohs?

escala de mohs
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A Escala de Mohs é uma referência para a relação entre a resistência à risca de um mineral e o material que servirá para esse teste. Ela foi desenvolvida em 1812 pelo geólogo alemão Friedrich Mohs e ainda é amplamente usada hoje em dia. A escala contém 10 níveis, variando de 1 (o mais fraco) para 10 (o mais forte).

  1. Talco
  2. Gipsita
  3. Calcita
  4. Fluorita
  5. Apatita
  6. Ortoclásio
  7. Quartzo
  8. Topázio
  9. Coríndon
  10. Diamante

Por exemplo, o talco possui uma estrutura formada por placas fracamente ligadas, sendo que a pressão exercida por uma unha é suficiente para deslizar uma sobre a outra. Por outro lado, o diamante, com dureza 10, é composto de átomos de carbono tão firmemente interconectados entre si, que nenhum outro mineral pode separá-los, não resultando em nenhum sulco.

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A dureza relativa de uma mineral pode ser identificada ao observar quais minerais ele pode riscar e quais não podem. É possível usar certos materiais comuns, além dos minerais listados. Na hora de determinar a dureza de uma mineral, é indispensável que se use superfícies novas.